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   Anatomia Humana


CÉREBRO


Situado no vértice do sistema nervoso central, o cérebro centraliza a atividade fisiológica e a interpretação dos impulsos externos. Experimentou, ao longo da evolução, desenvolvimento desigual: em certos invertebrados consiste apenas em umas poucas células de tecido nervoso, enquanto no homem apresenta estrutura complexa e grande diferenciação de órgãos, lobos e setores.

Cérebro
O cérebro é constituído pela concentração de tecido nervoso que ocupa o extremo anterior do corpo de um animal. Do ponto de vista fisiológico, compete-lhe o controle consciente e inconsciente de todas as funções vitais, em relação ao ambiente e a todos os outros órgãos. O cérebro é uma das estruturas de mais rápido crescimento do organismo humano. No embrião de três meses pesa quatro gramas, chegando, no recém-nascido, a 350g. Na criança de um ano chega a 830g e, na de seis anos, a 1.250g. No adulto, o cérebro masculino (1.360g) é maior do que o feminino (1.230g). Isso não se traduz em nenhuma diferença de inteligência ou de qualquer tipo de capacidade mental. Entretanto, cérebros com peso inferior aos limites de 800g (mulher) e 960g (homem) são incompatíveis com a inteligência normal.
Ao longo da evolução, o cérebro passou por um desenvolvimento permanente -- que atingiu o máximo nos primatas,  especialmente no ser humano -- a partir de reduzidos gânglios nervosos. A rapidez de resposta e, em geral, as características funcionais, dependem da natureza do tecido constituinte, formado por neurônios e células da glia (ou neuroglia). Por sua estrutura especial, os primeiros permitem transmitir os impulsos de uma zona para outra do sistema nervoso, por meio de conexões denominadas sinapses. As células da glia, por sua vez, atuam como suporte e dão proteção aos neurônios. Calcula-se que o cérebro humano contém aproximadamente dez bilhões de neurônios e um número muito superior de conexões entre eles.

Imagem da Medula Espinhal envovida pelas vértebras
O cérebro constitui, junto com a medula espinhal, o sistema nervoso central. Ambos os componentes se acham resguardados por estruturas ósseas específicas: o crânio e as vértebras. Sob essa proteção óssea encontram-se três membranas de tecido conjuntivo: as meninges, denominadas dura-máter, aracnóide e pia-máter. Sua função é a defesa do encéfalo, termo com  que se designa a porção do sistema nervoso central contida no interior do crânio e integrada pelo cérebro propriamente dito, o cerebelo, a ponte de Varólio e o bulbo raquidiano.

Estrutura encefálica do ser humano. O principal modelo para o estudo do cérebro é o da espécie humana, por ser o que alcançou maior desenvolvimento e, em conseqüência, maior grau de complexidade. O encéfalo humano consta de três partes nitidamente diferenciadas: a porção posterior (rombencéfalo), a média (mesencéfalo) e a anterior (ou prosencéfalo). Cada uma dessas partes, por sua vez, se subdivide em outras áreas.


Rombencéfalo. Na parte posterior do conjunto cerebral desenvolve-se o chamado mielencéfalo, que inclui a medula oblonga ou bulbo raquidiano. Por meio desse órgão, que tem a forma de um cilindro achatado, transmitem-se os sinais nervosos entre as partes altas do cérebro e a medula espinhal, que repassa os impulsos ao resto do organismo. No bulbo localizam-se centros nervosos de que dependem funções essenciais, tais como a circulação sangüínea ou a respiração.
A porção anterior do rombencéfalo inclui, por sua vez, os órgãos cerebrais: o cerebelo e a ponte de Varólio. O primeiro se compõe de um núcleo central e de duas partes laterais, denominadas lobos (ou lóbulos) cerebelares. As fibras cinzentas do cerebelo, ao qual competem funções relacionadas com o equilíbrio e com a coordenação motora, se dispõem perifericamente, enquanto que as fibras brancas estão no centro. Por seu aspecto arborescente, o cerebelo foi antigamente denominado "árvore da vida". Entre os lobos cerebelares passa a ponte de Varólio ou protuberância anular, grosso cordão achatado que se comunica com o mesencéfalo.


Mesencéfalo. Na porção média do encéfalo -- que no ser humano e nos demais mamíferos apresenta escasso desenvolvimento em comparação com a dos peixes, anfíbios e répteis -- ficam os lobos ópticos e, conseqüentemente, o centro da visão.


Prosencéfalo. A porção anterior do encéfalo contém os lobos olfativos e originariamente funcionava como parte deles. Os órgãos que constituem sua base são o tálamo e o hipotálamo. O primeiro é o principal centro de relação entre a medula e o cérebro; nele terminam todas as vias sensoriais importantes e, com sua mediação, se produz a resposta emocional às sensações. O hipotálamo, por sua vez, regula algumas funções involuntárias como a sensação de fome e sede, os processos sexuais e o equilíbrio da temperatura. Também desempenha importante função endócrina, na medida em que libera hormônios e controla a fisiologia da hipófise (ou glândula pituitária).
A glândula pineal ou epífise é um pequeno órgão de forma cônica que segrega hormônios inibidores de atividades endócrinas e reprodutoras das gônadas. A hipófise, que pende da massa cerebral mediante um pedúnculo, intervém na secreção hormonal que regula processos como o desenvolvimento da tireóide, o crescimento ou a lactação. O conjunto de tálamo, hipotálamo e glândulas constitui o diencéfalo.
Por último, o telencéfalo está situado na zona mais anterior do prosencéfalo e é a porção mais afastada da medula. A partir dele se desenvolvem os hemisférios, nos quais se encontram os centros de integração sensorial complexa, os das ações motoras voluntárias e os da memória.


Hemisférios e córtex cerebral. Ao longo da evolução, a transformação dos lobos olfativos nos hemisférios cerebrais se produziu mediante dobramento e aumento de tamanho. Por conseguinte, cada um dos hemisférios se compõe de circunvoluções ou giros, dobras e sulcos ou fissuras. São de cor cinza, porque seus neurônios não possuem o revestimento de mielina apresentado pelos neurônios de outras áreas do sistema nervoso.

Na parte mais externa do encéfalo, essas células constituem o chamado córtex cerebral. O número de circunvoluções parece estar estreitamente relacionado com o peso do corpo, de modo que os animais pequenos têm um córtex relativamente liso, enquanto que os de grande tamanho o apresentam extremamente dobrado. No ser humano, a espessura do córtex é de 3,2mm e embaixo dele se encontra a substância branca cerebral, integrada por milhões de fibras nervosas. A junção dessas fibras forma uma estrutura similar à de uma corda que une os dois hemisférios e se chama corpo caloso. Ambas as porções cerebrais estão separadas pela fissura de Rolando, profundo sulco assim denominado por haver sido descrito pela primeira vez pelo italiano Luigi Rolando, no começo do século XIX. Essa fenda separa no sentido longitudinal os dois hemisférios.

O hemisfério direito rege as funções da metade esquerda do corpo e o esquerdo controla a metade direita. Essa característica resulta do entrecruzamento dos nervos na medula espinhal. Um sulco longitudinal e outro lateral separam os hemisférios em quatro partes, que recebem os nomes dos ossos cranianos que os protegem, isto é: lobos frontal, parietal, temporal e occipital.

Do ponto de vista funcional, o córtex apresenta notável pluralidade fisiológica. Já em 1861, o médico francês Paul Broca descobria a existência de uma estreita relação entre a incapacidade de pronunciar palavras e repetidos traumatismos na zona do cérebro que hoje tem seu nome e que se situa no hemisfério esquerdo.

Mais tarde se localizaram diferentes áreas mediante a estimulação com sondas elétricas. A zona motora se encontra na parte anterior da fissura de Rolando e a sensitiva na posterior. Analogamente, o córtex visual se localiza no lobo occipital e o auditivo no lobo temporal, região em que também ficam as funções do olfato, do equilíbrio e da linguagem. É no lobo parietal, por sua vez, que se situam os centros do paladar e do tato. No lobo frontal parecem instalar-se várias das funções psíquicas mais complexas, como as emoções e as propriedades de abstração e generalização. Contudo, a função de muitas partes do cérebro ainda não foi concretamente identificada.

Os hemisférios apresentam, numa zona interna, uma cavidade denominada ventrículo lateral; os dois ventrículos laterais se comunicam com um terceiro ventrículo central. No rombencéfalo há um quarto ventrículo, unido ao anterior. Neles e nos espaços intermeníngeos (os que separam as membranas cerebrais) flui um líquido chamado cefalorraquidiano, que protege o encéfalo, atua como amortecedor de possíveis golpes e evita o acesso ao cérebro de certas substâncias que o contaminariam.

O conjunto encefálico dispõe de ampla e difusa rede de irrigação sangüínea condensada na artéria carótida e na veia jugular. Estas regulam o fluxo da entrada de nutrientes, principalmente glicose e oxigênio. Os capilares sangüíneos e as meninges constituem a barreira hematencefálica, que impede a contaminação por substâncias nocivas, como as toxinas.

Foi precisamente devido ao grande desenvolvimento de seu córtex que o cérebro humano alcançou a maior complexidade e perfeição na escala evolutiva. Desconhece-se, contudo, a porção em que se concentram o raciocínio, a lógica ou a inteligência. Portanto, o cérebro ainda constitui um objeto de estudo essencial para pesquisadores, anatomistas e médicos.






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