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   Patologias


RAQUITISMO


Enfermidade conhecida desde a antigüidade e descrita cientificamente no século XVII, o raquitismo só pôde ter suas causas identificadas com a descoberta da vitamina D, que se forma na pele pela ação dos raios solares e que tem papel fundamental para a calcificação.
O raquitismo é doença generalizada do tecido ósseo, caracterizada por ineficácia na deposição de sais de cálcio sobre a matriz protéica e na cartilagem da zona de calcificação provisional. Admitem-se três grupos principais de raquitismo: por deficiência de vitamina D, por insuficiência renal crônica e por insuficiência renal tubular. Há ainda um quarto grupo, que inclui o raquitismo devido à hipofosfatasia e o raquitismo pseudo-resistente à vitamina D.
Trata-se de uma condição que se manifesta sobretudo na infância, quando o corpo está em crescimento. As manifestações aparecem nos primeiros meses de vida da criança e consistem em mau desenvolvimento do sistema esquelético, convulsões, irritabilidade geral, fraqueza muscular e retardo no crescimento, entre outras.
Uma de suas causas é a falta de vitamina D, causada por deficiência na alimentação e má absorção das paredes intestinais. Essa vitamina regula o metabolismo de dois elementos -- fósforo e cálcio -- assim como a união deles na formação de um complexo que se deposita no tecido ósseo e lhe confere dureza e resistência.
Como conseqüência da falta de vitamina D a absorção do cálcio pelos rins diminui, não ocorre a formação do complexo com o fósforo e, como resultado, o osso não se calcifica. Na criança em que existe essa carência, a caixa craniana não ossifica corretamente e mostra amolecimentos. Com o desenvolvimento do bebê, as alterações esqueléticas se apresentam no tórax, extremidades superiores e membros inferiores, que se arqueiam de forma característica.
Ao lado das alterações ósseas, apresentam-se outras do tipo muscular, tais como: (1) inchação típica do ventre; (2) distrofia, que corresponde à diminuição de tamanho e funcionalidade de órgãos; (3) tamanho do crânio maior do que o normal em relação às outras partes do corpo. A malformação do tórax, no raquitismo, apresenta uma retração do esterno na sua extremidade inferior; o relaxamento da parede abdominal e a plasticidade das costelas inferiores são responsáveis pela retração inspiratória. No tórax infundibuliforme, o esterno inferior é mantido contra a coluna vertebral por um diafragma malformado e contraído.
O diagnóstico é feito pela identificação do aspecto característico dos ossos longos. O exame radiológico revela as grandes articulações do joelho, tornozelo e punho, o que permite acompanhar o tratamento do processo raquítico e avaliar a cura.
O tratamento para o raquitismo baseia-se na administração de vitamina D e em dieta com alimentos ricos nessa vitamina, como ovos, manteiga, leite em pó e azeite de fígado de bacalhau. Recomenda-se também a exposição direta ao sol, uma vez que a ação dos raios solares determina a formação da vitamina D. Durante o tratamento devem ser tomados cuidados para se evitar a intoxicação pela vitamina D, ou seja, a hipervitaminose D.
Há, porém, tipos de raquitismo que não são curáveis pela ingestão de vitamina D. Despertam grande interesse do ponto de vista bioquímico porque permitem avaliar dados sobre a ação do fósforo e do cálcio no organismo.








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