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OS ANELÍDEOS


1. Apresentação

O nome Anelídeo se origina do latim annelus, que significa anel. São os primeiros animais da escala evolutiva zoológica a apresentarem o corpo segmentado. Cada segmento é chamado metâmero, entre os quais existem septos divisórios. A segmentação também é observada em artrópodos e em cordados, mas não é tão evidente como nos anelídeos. Os exemplos mais conhecidos de anelídeos são as minhocas e as sanguessugas.

Em todos os metâmeros, há órgãos que se repetem, como as estruturas excretoras, chamadas nefrídios. Os grupos musculares de cada segmento podem se contrair independentemente dos músculos de outros anéis, o que dá maior mobilidade e flexibilidade ao animal como um todo.

2. A Estrutura Corporal

Os anelídeos são animais triblásticos, ou seja, em seu desenvolvimento embrionário, formam-se três folhetos embrionários, que dão origem a todas as partes do seu corpo. São celomados (possuem uma cavidade corporal delimitada pelo mesoderma). Pelo celoma, circulam líquidos que facilitam a distribuição de materiais entre as várias partes do corpo. Na cavidade celomática, ficam alojados os órgãos do animal.

Em toda a extensão do corpo,a maioria dos anelídeos apresenta cerdas, expansões de quitina que se projetam externamente à cutícula. Elas comportam-se como apêndices de locomoção ou de fixação ao substrato sobre o qual o animal se encontra apoiado. A quantidade de cerdas classifica os anelídeos em três categorias.

3. Classificação

A - Classe Oligochaeta (do grego oligo, pouco, e chaeta, espinho): os oligoquetas são anelídeos com poucas cerdas em cada segmento, como as minhocas terrestres.

As minhocas (Lumbricus terrestris e Pheretima hawayana) são anelídeos que vivem em ambiente terrestre úmido, escavando galerias no solo. Têm habitos noturnos e são muito sensíveis à luz solar. Possuem, ao longo da superfície corporal, numerosos ocelos, estruturas fotossensíveis que permitem a detecção da luminosidade. Quando expostas ao ar por muito tempo, perdem água por evaporação e podem morrer.

Ao escavarem as suas galerias, as minhocas ingerem terra com material orgânico. Os solos habitados por minhocas são geralmente ricos em matéria orgânica, o que chamamos de húmus, o que favorece o desenvolvimento vegetal. Além disso, as galerias escavadas pelas minhocas facilita a aeração do solo, permitindo um desenvolvimento mais exuberante das raízes das plantas.

B - Classe Polichaeta (do grego poly, muito): os poliquetas são exclusivamente marinhos. Possuem muitas cerdas em cada segmento, que podem formar verdadeiros apêndices locomotores chamados parapódios. Ao contrário das minhocas, os poliquetas possuem uma cabeça bem individualizada.

Alguns poliquetas revestem seus túneis com uma camada calcária, sendo chamados tubícolas. Os poliquetas tubícolas são filtradores e alimentam-se de partículas dispersas na água, como detritos, dejetos ou plâncton.

C - Classe Hirudina: São animais distribuídos por ambientes terrestres úmidos, marinhos e de água doce. Caracterizam-se pela ausência de cerdas, o que dá ao grupo o nome de Achaeta (sem espinho). Os representantes mais conhecidos são as sanguessugas.

Nas duas extremidades do corpo, as sanguessugas possuem ventosas usadas na fixação ao corpo de sua presa. São ectoparasitas hematófagos, isto é, fixam-se à superfície externa do corpo de um hospedeiro, do qual retiram sangue. As glândulas salivares das sanguessugas produzem uma substância de ação anestésica e anticoagulante. Quando já cheia de sangue, a sanguessuga solta-se e pode passar longos períodos sem se alimentar.

Antigamente, as sanguessugas eram empregadas na realização de sangrias, procedimento indicado em certas doenças como o efisema pulmonar. Esse emprego terapêutico deu ao animal o nome Hirudo medicinalis.

4. Organização Básica

Tomaremos como exemplo a minhoca. Seu corpo é cilíndrico, com simetria bilateral, e possui tubo digestivo completo, com boca e ânus. Portanto, são enterozoários completos. No desenvolvimento dos seus embriões, o orifício embrionário primitivo, chamado blastóporo, dá origem à boca, sendo por isso classificado como um animal protostômio, assim como os moluscos e os artrópodos.

Alguns de seus segmentos corporais são nitidamente diferentes dos demais, recobertos por glândulas. Formam o clitelo, região relacionada à reprodução.

A superfície corporal é revestida por uma cutícula fina e permanentemente úmida. Abaixo da cutícula, está a epiderme, formada por uma única camada de células. Hás duas camadas musculares concêntricas: uma camada longitudinal e uma camada circular. A camada longitudinal encurta o corpo, enquanto a camada circular o distende.

As minhocas são organismos sapróvoros, ou seja, alimentam-se de matéria orgânica em decomposição que encontram na terra que ingerem. No tubo digestivo, apresentam algumas regiões especializadas. A faringe é uma estrutura sugadora, que impele para dentro o material presente na boca. O alimento é temporariamente armazenado no papo, de onde passa para a moela, órgão muscular responsável pela trituração do material ingerido. A absorção dos nutrientes é realizada nos cecos intestinais e no tiflosole. Ambas são expansões capazes de aumentar enormemente a área disponível para a absorção.

O sistema circulatório das minhocas é fechado. O sangue é impulsionado pelos corações e circula sempre no interior de vasos sangüíneos. No sangue, há um pigmento transportador de oxigênio, a hemoglobina, também encontrada em vertebrados como o homem. Na passagem do sangue pelos vasos sob a epiderme, ocorrem trocas gasosas entre o sangue e o meio. Esse mecanismo de oxigenação e eliminação de gás carbônico se chama respiração cutânea. Entre os poliquetas, é comum a presença de brânquias, áreas expandidas e ricamente vascularizadas, que aumentam a eficiência das trocas gasosas com a água.

A excreção é feita por meio de nefrídios, estruturas que lembram um longo funil cuja "boca larga" (o nefróstoma) abre-se na cavidade celomática, de onde recolhe os resíduos metabólicos, e a outra abertura (o nefridióporo) está na superfície corporal, onde os resíduos são eliminados. Em cada segmento no corpo da minhoca, há um par de nefrídios.

Os anelídeos possuem sistema nervoso ganglionar, formado por um cordão nervoso ventral e por dois pequenos gânglios nervosos em cada segmento. Um par de gânglios maiores, os gânglios cerebróides, localizam-se na região anterior do corpo, sobre a faringe muscular.

5. Reprodução

Os anelídeos apresentam reprodução sexuada; algumas espécies são hermafroditas (como a minhoca) outras são dióicas (por exemplo, muitos dos poliquetas marinhos).

A minhoca, embora seja hermafrodita, tem fecundação cruzada. No acasalamento, dois animais colocam-se lado a lado, em sentido contrário, fecundando-se simultaneamente. Ao redor do clitelo, forma-se uma bolsa gelatinosa espessa, o casulo, dentro do qual os óvulos são colocados e fecundados pelos espermatozóides do parceiro. Dentro de cada casulo, podem estar de 2 a 20 ovos. Na eclosão dos ovos, são liberados indivíduos já com as características de um adulto "em miniatura". Esse tipo de reprodução sem passagem por estágio larval se chama desenvolvimento direto.

Processo reprodutivo muito semelhante ocorre com a sanguessuga, também hermafrodita e que realiza fecundação cruzada. Seu desenvolvimento também é direto. Os poliquetas de sexos separados fazem fecundação cruzada e a fecundação é externa. Há passagem por um estágio larval, e a larva é conhecida por trocófora.






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