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Jibóia
 Taxonomia


Um dos maiores ofídios da fauna brasileira, a jibóia é geralmente inofensiva para o homem e mesmo domesticável. Ao contrário da sucuri, única cobra brasileira que a ultrapassa em tamanho, prefere viver longe da água.
Jibóia é um nome comum a vários répteis ofídios da família dos boídeos, dos gêneros Constrictor, Boa e Epicrates. A jibóia verdadeira, C. constrictor, ocorre em quase toda a América do Sul e atinge de três a cinco metros de comprimento. De pele pardacenta com manchas ovais pretas e tons de ocre na cauda, pode por isso passar despercebida entre os ramos e folhas secas das árvores, nas quais sobe agilmente para abocanhar aves ou pequenos mamíferos. Suas vítimas preferidas são os roedores, que envolve rapidamente com o corpo em anéis e tritura até transformar numa massa amolecida, de fácil deglutição. Durante a digestão, passa semanas em estado letárgico. A jibóia vive mal em cativeiro, situação em que, freqüentemente, sofre de uma doença infecciosa na boca, que culmina com a queda dos dentes. Quando ainda os tem, raramente morde ao ser manipulada com delicadeza. Como todos os boídeos, é totalmente desprovida de veneno.
Da mesma família, a periquitambóia, ararambóia ou cobra-papagaio, B. canina, é muito temida pelos caboclos, embora, como a jibóia, não tenha peçonha. Mais raras são a B. hortulana e a E. cenchris ou jibóia-vermelha, ambas de menor porte, raramente vistas nos jardins zoológicos. Uma curiosidade anatômica das jibóias é o fato de terem rudimentos de patas posteriores, em ambos os lados do ânus, importante indício da história filogenética de toda a subordem dos ofídios atuais.


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